sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

1x13 – It’s Only Life

Depois do clima de paz que acalmou os ânimos dos moradores de THR no dia de Ação de Graças. As coisas parecem estar caminhando para a felicidade de uns, mas ficando cada vez mais turbulenta para outros. Já disse Friedrich Nietzsche: A vida vai ficando mais dura perto do topo.

Após passar 1 mês no hospital a psicóloga Flavia Caner finalmente recebeu alta e pode voltar a sua mansão. Na porta do hospital chega Daniel.
- Bom dia, minha linda! Como se sente?
- Bom dia, Dan! Estou bem. Feliz em poder voltar para casa. Não aguentava mais esse hospital.
- Então o que estamos esperando, vamos sair daqui agora. – Fala Daniel todo empolgado. Estava ansioso por esse momento. Ele não saiu do lado de Flávia nem por um segundo durante todo esse tempo.
- Mas e a Liz? Você não disse que viria com ela? – Questiona Flavia com semblante confuso, estranhando a amiga de todas as horas não estar lá.
- Pois, tentei falar com ela, mas nada de atender. Deixei recado na secretária eletrônica ontem à noite porem não tive resposta. – Explica o delegado.
- Tentou o celular?
- Tentei, só da fora de área.
- Ela deve estar dando plantão. Mas mesmo assim ela deixa o celular ligado. Vou ligar para casa dela.
- Ok! Deixa guardar suas malas. – Daniel abre a porta do carro e coloca a bolsa no banco traseiro. Quando Flavia se direcionava para a porta da frente ele é mais agiu e abre a porta para ela, que o olha encantadamente.

Paulo levantou cedo, embora quem bem visse seu rosto diria que tinha passada a noite em claro; estava muito bem vestido de terno preto com gravata vermelha de listras cinza na diagonal e sapatos engraxados. O arquiteto teria um encontro muito importante ao levar em consideração sua beca. Ao sair de casa percebe que esqueceu sua pasta com seus documentos e volta para pegar. Ela esta entreaberta com alguns papeis de fora na mesa do seu escritório. Dá apenas para visualizar a letra R e o nome ‘novo projeto’.
- Como posso ser tão descuidado e deixar essa pasta assim. Ninguém pode ver isso. – Argumenta Paulo consigo juntando os papeis e seguindo em direção ao seu volvo S60 2012. Ele tinha dispensado seu motorista e sua limusine.
Gabriella acorda, mas permanece na cama relembrando seus agradecimentos no dia de ação de graças. Percebe que não mudou muita coisa de lá para cá. Assim, começa a analisar sua conduta de ultimamente e o que tem ganhado com suas noitadas, além de ressacas arrasadoras, de dormir com homens que não lembra nem o nome pela manhã... Ela sabe que precisa tomar cuidado para mais ninguém descubra seu segredo, já basta seus serviços extras para Paulo. Então, resolve reprogramar sua vida. Começa por listar a saúde. Decidiu que irá correr todas as manhãs ao longo do lago.
“- Não deveria ter me beijado! Você sabe que nunca daria certo.
- Mas como ter certeza, se nunca tentamos? Por que você não se permite?
- Não posso acabar com nossa amizade assim. E... Eu já me apaixonei por outra pessoa.” – A imagem do homem ficava cada vez mais turva, escura, distante e um som aumentava gradativamente.

- Tumm! Alguém está à porta. Alguém está à porta. – Anuncia uma voz robotizada.
Rebeca estava debruçada em cima dos teclados de uma mesa repleta de monitores em uma sala sem janelas, iluminada apenas por longas luzes fluorescentes; quando seu sonho é interrompido pelo aviso do seu sistema de segurança.
- Ahhh, pesadelo com ele de novo. Acho que meu subconsciente ainda não captou a mensagem. Mas quem poderá ser a essa hora. (?) – Se questiona Rebeca sem noção de que já era dia e havia passado a noite toda ali. Sai da sala, tranca a porta com uma chave eletrônica que usa como pingente em sua corrente de prata; e sobe as escadas sem muita coragem. Ao abrir a porta principal, a surpresa, não havia ninguém.
- Ótimo! Esse sistema está com de... – Antes que pudesse terminar, a Geek olha para baixo e vê uma caixa preta com um envelope anexado. Olha ao redor, mas não vê ninguém por perto além de Daniel e Flavia chegando à casa da psicóloga em seu carro.

Na casa dos Scotts todos já haviam acordado e reunidos a mesa para o café da manhã.
- Estou adorando tudo por aqui. Vocês são muito acolhedores...- Dizia a Jovem hospede. Quando desse Renato às pressas com a mochila nas costas e como de costume sem tempo de sentar-se para comer.
- Oi, tchau. – Disse o garoto pegando um misto em cima da mesa e bicando o copo de leite.
- Menino! Sente-se para comer! Onde já se viu você nunca acorda a tempo de comer conosco. – Diz Mikeias, o pai zeloso.
- Depois vai comer besteira no colégio e não vai querer almoçar. – Completa Gisele.
Mas Renato segue em direção ao colégio sem dar ouvidos ao que os pais falam.
- Minha mãe sempre disse que a primeira refeição é a mais importante do dia. Nunca dei muita atenção, mas ela sempre estava certa. Coisa da idade, né. – Fala Monny.
Gisele e Mikeias gesticulam com a cabeça concordando, mas sem demonstrar muito interesse, seus pensamentos estavam em outras situações.
- Já decidiu o curso que vai fazer, Monny? Está no seu contrato de intercambio que você tem direito a um bancado por nós, lembra? – Diz Mikeias.
- Como se fosse ficar por aqui por muito tempo. – Pensa Monny que logo diz: - Lembro sim. Ainda não sei, mas assim que decidir aviso pra vocês. Ah, posso levar Miclote no parquinho?
- Pode sim. Aproveito e vou ao... resolver algumas coisas. – Diz Gisele prontamente.
- Ótimo. Então, bom dia pra vocês. Já está na minha hora. – Se despede Mikeias levantando da mesa.

Gaby sai para sua caminhada matinal sem nenhuma disposição, mas quer levar a sério suas metas. Quando está passando pelo lago avista de longe Monny brincando com Miclote no parquinho e vê o quanto a pequena se diverte com sua hostsister. Por alguns segundos, ao ver a cena, Gaby pensa que a nova hospede do casal Gikeias pode ser uma boa garota. Mas isso não é o suficiente para convencê-la de que não há algo de errado com a australiana.
- Não é possível! Essa garota chega agora e quer conquistar a todos se mostrando a meiga e agradecida. Ela não me engana. Mas deixe estar o que é dela está guardado, ou não me chamo Gabriella Siggia aka Paris Hilton. – Pensa Gaby correndo e visualizando a cena das duas.

Se a maioria dos moradores do condomínio THR já iniciou seu dia. O contrário acontece com o da Drª Lizzia Barbosa que acaba de chegar a casa em seu carro preto de vidros fumê. Já fazia um tempo que ela não usará esse carro. Dirigiu até a garagem onde pode descer sem que ninguém a visse. A Dr.ª está com um sobretudo preto, salto plataforma vermelho sangue, com o rosto ainda repleto de maquiagem e a mesma angustia que lhe acompanhava. Ao entrar em casa joga as chaves em cima da mesa de centro e pressiona o botão da secretária eletrônica:
Você tem 12 novas mensagens... – A doutora surpresa com a quantidade de mensagens aperta o botão para ouvi-las.

- Lizzia, é Daniel. Estou ligando pra te avisar que a Fla recebe alta amanhã pela manhã. Vamos comigo, ou nos encontramos lá? Me liga para combinarmos. Até mais.
... 9 mensagens depois.
- Liz, onde você está? O que está acontecendo com você? Já te liguei várias vezes, essa é a décima mensagem que deixo e nada de me retornar. Sai hoje do hospital, pensei que você estaria lá para me acompanhar... Pode, por favor, me dá sinal de vida?!
Lizzia ao ouvir todas as mensagens de Flavia escorrega pelo sofá até o chão começa a chorar desconsoladamente e a falar.
- Não agüento mais. Não posso mais fingir que nada aconteceu. Porque não conto tudo de uma vez para ela. É minha melhor amiga. Não, não... Como explicar para ela que estou sendo chantageada sem lhe contar que quase toda minha vida é uma mentira. – A doutora se põe a pensar em como sair dessa emaranhado de mentiras que sua vida se encontra. Então decide tomar uma atitude.

No parquinho Monny tenta ao máximo se aproximar de Miclo, afinal precisa disso, então ela vê Gaby passar e não perde a oportunidade de alfinetá-la.
- Miclotinha, olha a tia Gaby passando ali... – Monny aponta para a mulher correndo em ritmo lento com fone no ouvido, cabelo rabo de cavalo, calça preta de ginástica e uma regatinha branca escrito: ‘0 Is not a size’.
- Vamos dar língua para ela!? – A pequena inocente vai na onda da ‘sista’ e no clima de travessura, grita:
- Tiiiiiiiiiiiiiiiii, Gaab! – Gabriella não demonstra nenhuma reação, pois não ouve a criança. Então, Monny da idéia para a Miclo de jogar sua bolinha para a tia poder vê-la. A menina se anima com a idéia e em dois gestos baixou para pegar a bola com suas mãozinhas pequenas e tentou acertar Gaby.
- Sis! Nun tonsigo. Ela tá muto longi. – Disse a menininha desanimada. Seus bracinhos eram muito pequenos para alcançar distancia suficiente.
- Ow! Não se preocupa, lindinha. Deixa a sista ajuda você. – Assim, Monny pega a bola e em um movimento arremessa na direção de Gabriella e a acerta na cabeça. Gaby, vira bruscamente, puxa o fone do ouvido muito P da vida, pronta pra soltar os cachorros em quem jogou a bola.
- Quem foi o filho da ... – Antes que terminasse a frase, Miclote grita novamente:
- Tiiiiiiiiiiiiiii, Gabs! Fui eu! – Com um sorriso maroto, mostrando a língua para a tia e caindo na gargalhada, tão gostosa que contagiava. Isso comoveu Gaby que retribui o sorriso para a menina. Mas ela sabia que a criança não tinha força para acertá-la. Em um lance, dirige o olhar fuzilador diretamente para Monny e vê ela a gargalhar com Miclozinha.
- Só pode ter sido essa, essa projeto de gente. Não preciso nem fazer esforço, só soprar que ela voa longe. Essa ‘Olívia’ não sabe com quem está mexendo. O que é dela está guardado. – Pensou consigo.
- Oh titia, Gab! Não fica com raivinha, não. Foi só para chamar sua atenção. Miclo queria dar um oi. – Ironiza a garota com uma piscadinha e um sorrisinho no canto da boca.
Gaby não responde e sai fumaçando de volta para o condomínio. Em seguida o celular de Monny toca. Ela atende.
- Você!? Já conseguiu o que pedi?

Rebeca observa por alguns segundos os dois entrarem na casa de Caner.
- Ficaria feliz se meus pesadelos permanecessem apenas sonhos, pois na realidade eles incomodam muito mais. – Comenta para si, recolhendo a encomenda deixa à sua porta.
- Disse alguma coisa? – Pergunta Gaby que estava passando.
- Nada que precise ser repetido.
- Ih! Já vi que seu dia não começou muito bem, assim como o meu.
- O que aconteceu? – Questiona Rebeca sem muito interesse na resposta de Gabriella.
- A nova garota que esta na casa de Gisele, a suporto cada dia menos.

- Não acho ela muito confiável, mas você não esta dando atenção demais, não?
- Ela me deu uma bolada hoje, Rebeca. Ela quer briga.
- Bolada? Adoraria ver essa cena. – Rebeca ri mesmo sem querer.
- Sim e ainda usou a Miclote como desculpa.
- Sei. Bem preciso entrar perdi a hora hoje tenho muita coisa para resolver. – Fala a geek segurando o trinco da porta com uma mão e a outra envolvendo a caixa e o envelope.
- Que caixa é essa? – Curiosa pergunta Gabriella, virando a cabeça para ver se consegue identificar.
- Vou descobrir se você me deixar entrar em casa.
- Nossa! Não perguntei por mal.
- Ah, Gaby, não falei nada demais. Você também é muito sensível. Mais alguma coisa?
- Se você diz.
- Mais alguma coisa?
- Já que perguntou. Se pedisse a sua ajuda para tentar saber o que ela realmente veio fazer aqui.. – Logo é interrompida por Rebeca.
- De novo essa garota, Gaby?
- Então, só vou sossegar quando descobrir tudo sobre ela. Você vai me ajudar ou não?
- É, pode ser divertido. Vou pensar no seu caso, depois te falo. – Assim finaliza Rebeca e entra com sua caixa e envelopes misteriosos. Gabriella segue seu rumo até avistar Gisele tirando o carro da garagem.
- Giiiiii, amiga! – Grita Gabriella. Mas sem sucesso. Gisele esta com os vidros do carro fechado e falando ao celular.
- Tem que ser agora! Já estou saindo de casa. Essa história ficou muito tempo guardada para vir a tona agora. Você precisa cumprir a sua parte,  C... - A ligação caí, e Gisele fica com um semblante de raiva e saí cantando pneu do condomínio

“A questão era descobrir se a vida precisava ter algum significado para ser vivida”.
Albert Camus

- Nada de conseguir falar com Liz. – Comenta Flavia já em sua casa no sofá conversando com Daniel. Estavam à vontade com a TV ligada passando alguns clipes. Mas nenhum dos dois estão prestando muita atenção.
- Fla, não se preocupa. Ela deve estar bem.
- Não entendo por que de ter visto ela tão poucas vezes no hospital e o porquê se disse esta tão angustiada na casa de campo. E agora essa de não atender ao telefone, nem ir me buscar com você. Algo está acontecendo.
Daniel ainda não tinha contado a ela o que aconteceu na noite da sua entrada no hospital. E também não podia contar que viu naquela noite a mensagem e a Dr.ª entrar em um carro na RiverCourt. Ele ainda estava investigando. Um mês depois, mas ainda não tinha nada concreto. Assim, preferiu guardar segredo. Tentando confortar Flavia disse:
- Foi porque a maioria das vezes que ela foi você estava dormindo. Por isso não a viu muito. – Flavia fica confusa, mas vê sentido na desculpa que Daniel deu. Então, mais aliviada, mas não menos preocupada fala:
- Minha amiga deve estar sobrecarregada. Sinto muito a falta dela. Mas acho estanho que ela tenha sido a única pessoa que não tenha conseguido ouvir a voz durante o coma, assim como ouvia você.
Daniel olhou diretamente nos olhos de Flavia e não disfarçou a surpresa e o embaraçamento de ouvir o que ela acabará de dizer. Lhe veio a mente a cena em que ele fala abertamente para ela: - Fla, você precisa lutar! Tem muitas pessoas que precisam de você aqui... Err... Eu... Eu preciso de você. Preciso ver seu sorriso lindo mais uma vez, seus olhos... Você despertou em mim algo que não acreditava ser possível sentir de novo. Esperei demais para poder te encontrar, não posso perde-la assim. Não agora que sei o quanto significa para mim... Não assim, não sem nunca ter tido a oportunidade de lhe dizer tudo que sinto. Que sou o cara certo pra você, mesmo de um jeito errado. Precisa sair dessa porque agora que te encontrei não posso te deixar ir. É você, Flavia! Vamos lá abra os olhos! ... – Volta a si meio perdido e desconcertado, quando falou não tinha certeza se tinha sido ouvido, por isso, ele interroga:

- Verdade? Ouviu tudo?
- A audição é o último dos sentidos a ser perdido quando se entra em coma. – Responde com um sorriso carinhoso. E com os olhos transbordando sentimentos, em sincronia com os do delegado, a psicóloga diz:
- Dan, ouvi cada palavra sua, senti cada toque... Isso me deu forças para lutar e sair do vazio que me encontrava. Nesse momento Daniel está paralisado ao lado dela no sofá branco olhando profundamente em seus olhos, quando Flavia completa:
- Esperei muito tempo também para encontrar esse sentimento. Tive medo, confesso ainda ter. Mas enquanto estava inconsciente tive um sonho, eu e você éramos nós. – Nesse momento o clipe da música Save Me de Matthew Perryman começa a passar. – Ao acordar e ver que foi apenas um sonho, percebi o quanto queria que aquilo fosse verdade. E você ter falado tudo aquilo, ter estado ao meu lado nesse momento; não poderia desejar ninguém melhor para estar agora... Não quero perder a chance de tornar meu sonho realidade. Não tenho mais dúvidas, Dan. É vo... – Sem que Fla pudesse terminar sua frase Daniel cola o dedo suavemente em seus lábios, o coração de ambos acelera instantaneamente, com carinho desliza sua mão acariciando a bochecha, descendo para o queixo onde segura, aproxima seu corto do dela e a conduz até seus lábios... – Beijaram-se como se fosse à primeira vez deles. E sim, era a primeira vez, a primeira vez apaixonados, entregues um ao outro por completo. Não eram mais necessárias palavras a confirmação de seus sentimentos correspondidos era sentida.


Então, “Somente quando encontramos o amor, é que descobrimos o que nos faltava na vida”. John Ruskin.
Por outro lado, segundo outras pessoas em THR, há coisas mais importantes para suprir as faltas da vida.

“Um homem não pode fazer o certo em uma área da vida enquanto está ocupado em fazer o errado em outra. A vida é um todo indivisível”. Mahatma Gandhi

Paulo volta do seu compromisso e no caminho do condomínio para na RiverCourt. Desce do carro todo pomposo e cheio de orgulho. Mas com um ar sombrio no olhar referente ao lugar e um sorriso maligno, observa o movimento ao redor da quadra. Quando logo a sua frente avista Lizzia. Ela está a passar com um envelope na mão em direção ao correio. Enquanto caminha, a moça pensa:
- Em que enrascada fui me meter. Porque menti tanto. O que ganhei com isso até agora? Só estou afastando cada vez o que realmente importa na vida, as pessoas que amo. Ainda preciso pensar no que dizer à Flavia. Preciso considerar a ideia de falar a verdade. Não! Não posso... – Ao mover a cabeça de um lado para o outro em gesto de negação, ela se depara com Paulo a sua frente.
- Falando sozinha, Drª? Seu Freud já sabe falar para explicar isso!?
- HA-HA! Não estou para piadinhas agora, Paulo.
- Desculpa! Só estava tentando fazer você sorrir. Está um dia lindo e você com essa cara.
- É, e você não parece muito a vontade todo engomadinho ai.
- E a senhorita parece muito preocupada com algo... Seria por causa da Flávia?
Lizzia olha para o horizonte e recorda a chantagem e as conseqüências que ela poderá causar se seu segredo vier à tona. Mas logo volta para si e pouco a vontade, responde:
- Err... É só por causa da Flavia sim. Ela recebeu alta hoje pela manhã e não pude ir ao hospital para acompanhá-la até sua casa.

Paulo sentiu pelo tom da voz da Doutora que havia mais coisas em jogo a preocupá-la além de sua amiga. Mas não deixou transparecer, aceitou o argumento e completou:
- Ah! É chato isso. Mas fica tranqüila logo você vai visitá-la e resolve o problema. – Diz Paulo em tom amigo.
‘Quem dera que fosse tão fácil assim. ’ – Pensou Lizzia, mas não disse nada, apenas concordou com a cabeça e seguiu seu caminho.

- Tio, joga a bola ai pra gente. – Diz Renato que estava a jogar basquete com seus amigos na quadra.
- Moleques! Nem para pedir, por favor. Segura! – Abaixando para pegar a bola e jogando para o garoto.
- Logo, logo a diversão deles irá acabar.


CONTINUA...

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