quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

1x18 - Look What You'Done

Era uma noite escura em Tree Hill e a chuva rala que caía antecipava um tipo diferente de tempestade.

A porta do galpão se abre rapidamente e Rebeca sai de lá correndo com toda a força que podia exercer sobre suas pernas, tiros são disparados e antes que percebesse já tinha alcançado sua moto e fugido dali o mais rápido que pode. Acelerava tanto a moto que perdeu o controle e caiu feio na estrada, felizmente já estava longe daquele lugar e a queda só tinha causado alguns machucados e a impossibilidade de pisar com o pé direito, tirou o celular do bolso e disse ainda ofegante:
- Lembra que sempre retribuímos os favores? Você pode me pegar no parque na entrada da cidade agora?
- To saindo da delegacia, posso sim mas que voz é essa? Tá tudo bem? - Disse do outro lado Daniel
- Só um pequeno incidente com a moto mas tá tudo bem sim.
- Moto? E desde quando você tem moto maluca? To indo aí agora.
Rebeca caminhava mancando e toda dolorida até o parque onde avistara a Daniel e se encostou em um balanço enquanto o delegado não chegava para buscá-la.
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Enquanto isso no condomínio Flavia estava determinava a encarar qualquer coisa que tivesse levado Lizzia a estar tão distante daquele jeito, sentou em frente á mansão da Doutora e esperou até a hora que ela finalmente chegou.
- Fla.. - disse Lizzia com apreensão nos olhos.
- Acho que já passou da hora da gente conversar e como você não toma a iniciativa né?
Lizzia abriu a porta da mansão e antes que esboçasse qualquer reação Flavia foi entrando também.
- Então vai finalmente me dizer porque minha melhor amiga não foi na minha casa nenhuma vez desde que eu voltei do hospital de onde eu quase morri por sinal? O que foi que eu te fiz, Liz?
- Você não me fez nada, eu que fiz e a verdade é que estou com tanta raiva de mim mesma por aquele dia que nem tive coragem de te encarar.
- O que poderia ser tão grave assim?
- Eu te abandonei Fla, quando você mais precisava de mim, eu deixei alguns dos meus problemas serem mais importantes do que salvar a sua vida e eu nunca vou me perdoar.

- O que você dizer com me abandonar? Eu que tomei as pílulas Liz, eu que fiz besteira e eu lembro de você me socorrendo naquele dia.
- É que, existem coisas que eu não posso te contar sobre aquele dia mas eu fui sim com o Daniel até metade do caminho quando o carro dele quebrou e.. e eu precisava ir em outro lugar Flavia, você tem que entender não tive como acompanhá-lo e não estava lá quando você deu entrada no hospital. E caramba, como eu me arrependo disso, se você não tivesse sobrevivido não sei o que eu faria - Diz Lizzia segurando os cabelos como se quisesse descontar neles toda sua frustração.
- Era isso? Liz não precisava ter se martirizado assim, eu te conheço e sei que se você teve que me deixar era porque tinha seus motivos e além do mais eu estava com o Dani. Mas amiga doeu demais não sentir sua presença lá no hospital e doeu mais ainda ver você me ignorando quando voltei, parecia que eu tinha feito alguma coisa, além da tentativa de suícidio. - Diz Flavia, se forçando a dar uma risadinha sem graça pra mudar aquele clima.
 Enquanto Flavia se sentava Lizzia olhava pela janela a chuva começa a se tranformar em nevee os pisca-piscas acelerados mantinham o mesmo ritmo na mansão dos Scott.
- Eu sei mas é que, além de ter ficado mal com as recentes noticias e eu não conseguia entrar no seu quarto sem lembrar que te deixei na mão.
- Pois não precisa ficar mais assim, eu te perdoo e bom se quiser que sua velha amiga aqui sirva de conselheira mais uma vez, pode me contar o que aconteceu naquele e que ainda te incomoda a qualquer hora viu?
- Tão bom ouvir você dizer isso e só que eu não posso dizer pra ninguém por agora.
- Tudo bem, me dá aqui um abraço que eu não aguentava mais de saudades de você.
As duas se abraçam mas Lizzia sabe que ainda faltava a pior parte da história, a parte que nem se passou no dia do incidente com a Flávia... como contar que ela gostava do namorado da sua amiga? E no fundo Flávia sabia que algo ainda estava acontecendo pelo olhar e pela tentativa de amiga em não transparecer mais nada.
Lizzia convida ela para tomar alguma coisa, Flávia aceita mas ao chegar a cozinha se depara com algo que a faz mudar de idéia.
- Sabe do que mais? Eu não deveria beber e to com muita coisa no consultório pra arrumar depois que voltei, falo com você depois. - Diz Flávia virando o rosto e saindo antes que Lizzia percebesse que ela ensaiava uma lágrima.

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- Demorou hein?
- Não tenho carro veloz ou moto que derrubam o outros na estrada hahahaha.
- Palhaço, não tem compaixão nem da minha dor?
- Tá tudo bem? Posso de levar no hospital ou a gente pode ficar aqui tomando umas e jogando conversa fora. - Diz Daniel mostrando a caixa de cervejas na mão.
- Acho que depois do dia de hoje eu bem mereço isso e o pé nem tá doendo tanto assim, diz Rebeca tentando apoiá-lo no chão mas desistindo logo da idéia. Então, pode confessar a merda que vocẽ fez ou tá prestes a fazer.
- Depois eu que não tenho compaixão né? - Daniel fala sentando no balanço ao lado
- Ah Dani, você não é exatamente o tipo de pessoa que senta pra desabafar ainda mais comigo né? Manda aí, não vou a nenhum lugar sem sua ajuda mesmo. - Diz ela estendendo o pé machucado sobre a perna dele
- Bom, você sabe que eu to com a Flávia né? E tava tudo muito bem entre a gente, ela é maravilhosa comigo...
- Mas?
- Dá pra ficar quieta e deixar eu falar?
- Ihhh! Desculpa Sr.Bravinho
- Mas alguém que eu sempre admirei e sei lá talvez mantivesse um sentimento, meio que retribuiu isso agora e eu to indeciso.
- Indeciso você? hahaha, me diz qual é a novidade?
- Hoje você tá insuportável, diz Daniel movendo o pé de Rebeca de lugar e fazendo ela gritar um pouco de dor e lhe retribuir com o tapa nas costas.
- Tá desculpa, vou levar a sério... é a Lizzia não é?
- Mas.. mas que diabos, como nada escapa de você hein?
- Eu já percebia um olhar estranho da Doc pra você, aqueles de quero mas não posso te ter sabe? E na boa no dia do incidente da Flávia você podia muito bem ter voltado logo para o hospital com o nome do remédio mas não foi bancar o herói e ver se ela não estava precisando de ajuda.
- Não tinha pensando por esse lado talvez você tenha razão mas Beca, o que eu faço?
- Cara, sabe que assim como vocẽ eu tendo a não acreditar muito nesse 'bla, bla,bla' de amor mas a verdade é que no fundo, bem lá no fundo você já tem essa resposta e sua indecisão é só pela dor que vai causar aquela que não vai escolher. Mas tinha que se meter no meio de duas amigas mesmo Dani?
- Ah! Nem vem me torturar mais, já to fazendo isso o suficiente, eu simplesmente não escolhi e se eu pudesse estalar os dedos e ter essa confusão toda resolvida o faria.
Rebeca estala os dedos e diz tentando alegrar o amigo - Vai que funciona né?
- Só vocẽ mesmo - Diz Daniel rindo
Rebeca passa a mão nas costas dele tentando consolá-lo e diz
- Vai passar, eu só não sei te dizer os efeitos que vai causar e nem como agir. Mas também que experiência eu tenho? Uma dupla de ficantes e um loiro qualquer na Tric não me ajudam em nada dessa droga. - Dizia Rebeca tentando ajudar, apesar de não contar toda a história dela para Daniel ela sabia que era o suficiente
- Não se esqueça do garanhão aqui na época na investigação Blowvist - Expressa Daniel querendo se gabar de alguma forma.
- ha ha ha, tava tão bêbada na noite que a gente comemorou o sucesso daquilo que eu não duvido que tenha me prestado até a isso, apesar de negar a qualquer pessoa que me pergunte.
Daniel e Rebeca começaram a relembrar da época em que se conheceram, ele ainda um assistente e ela já misteriosa prestando consultoria para o Departamento de Policia de Tree Hill e ficaram ali conversando por muito tempo, até que o frio começou á bater.


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Gisele tinha viajado para fazer uma matéria e passara o dia inteiro fora, seus filhos tinham ido passar um tempo de férias na casa dos avós o que significava que Monny estaria livre de obrigações por todo o dia. A garota tentara falar com Paulo mas esse permaneceu ignorando-a, ela sabia que ele queria descrição, ninguém podia descobrir sobre os dois, afinal ao mesmo tempo que ele ajudava ela, ela precisava retribuir o favor com uma especie de crime, os dois eram parceiros e isso não parava de passar pela cabeça de Monny, até que seus pensamentos foram interrompidos pela entrada de Mikeias sem camisa, saindo do banheiro, aqueles olhos azuis fizeram ela esquecer completamente de tudo e ela nem conseguia disfarçar o desejo.
- Oi Monny, nossa bom demais ter a rivercourt de volta, antes desse banho fui até lá jogar mais uma vez antes dos tempos de nevada começarem. - Diz Mikeias cordial
- Pois é, que bom que a Gabriella conseguiu recuperar a quadra né? Pelo menos pra isso aquela garota serviu.
- Bom eu vou comer algo e dormir já que a minha ovelhazinha só deve chegar pela manhã, boa noite!
- Boa noite Mike.
Monny estava tentada a mudar os planos da sua noite nada de sofrer por antecipação e era hora de bolar um plano B.

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Enquanto isso Gabriella desconsiderando todas as recomendações passava sua noite num bar tentando esquecer o problema em que se meteu mesmo que temporariamente, ela não fazia a mínima idéia de qual caminho seguir e pior não fazia idéia de quem poderia ser o pai daquela criança que carregava. Se surpreende quando ver Paulo chegando ao lugar na compania de uma homem que ela nunca viu na vida, ele fica surpreso quando avista ela e tenta disfarçar.
- Gaby, bom ver você por aqui, bom ver que você está melhor. - Diz Paulo indo para cumprimentá-la
- Pois é pelo menos fisicamente estou melhor. Quem é o bonitão que entrou com você?
- É, já tá melhor mesmo, é só um parceiro de negócios, deixa eu ir aqui resolver alguns problemas. Disse ele já se despedindo e não dando espaço pra ela fazer mais perguntas.
"Espero que isso não estrague meus planos, tanto bar nessa cidade essa garota tinha que vim logo nesse?" - Pensa Paulo
Só com esse encontro inesperado Gabriella tinha se dado conta que ele também poderia ser pai do seu filho e o desespero tomou conta dela outra vez, como ela pôde se deixar levar daquele jeito? Quando foi que ela perdeu o controle da sua vida, e agora como ela ia seguir em frente tendo que cuidar de uma criança? Levantou da bancada e decidiu ir embora, ficar ali não resolveria seus problemas e só faria mal ao bêbe. Lembrou das palavras da Dr. Lizzia
 Paulo e o tal homem sentaram-se, quando Paulo disse:
- Já está tudo certo, obrigado pelos seus serviços detetive, vamos comemorar essa descoberta.
 Paulo ergueu a taça e brindou.


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Daniel deixa Rebeca em casa depois de passarem no hospital e o médico recomendar repouso para o pé da garota que por pouco não tinha quebrado. Ela lhe deu um abraço, agradeceu o favor e a compania.
- Eu que agradeço Beca foi bom ter com quem conversar mesmo não sabendo você me ajudou bastante e cuidar desse pé .
- Vou cuidar preciso dele bom logo e Dani sobre o problema da Lizzia no dia da rivercourt não se preocupe eu vou dá um jeito de ajudar a Doc.
- Você e seus jeitinhos. Se alguma coisa apertar me chama que venho te salvar. - Diz ele rindo irônicamente
- Ah! sempre meu amigo, sempre! - Diz ela retribuindo a ironia
Rebeca chega na sua sala secreta e começa a procurar maneiras para descobrir sobre o segredo de Lizzia quando é interrompida por um telefonema:
- Aquela vagabunda, meu amor, foi uma armação, não era ela, foi a pessoa errada, precisamos terminar com esse plano logo...
- Calma bebê, estamos perto, não se deixe levar. - Dizia Rebeca, com um ar de sofrimento, ela não tinha mais certeza sobre continuar com isso mas era tarde demais para voltar.

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Monny sobe as escadas e vai tirando sua roupa, de longe ouve Mikeias no banho novamente, sabia que ele tinha o costume de tomar banho quando a Gisele não "comparecia" e também sabia que ele não tinha o costume de trancar o banheiro. Abre a porta bem devagar e antes que ele percebesse já estava embaixo do chuveiro...
- Mas que merda você tá fazendo aqui garota? Ficou louca?
Monny conferindo o 'peacock' do patrão diz em tom sedutor
- Hum Mike, melhor do que eu esperava, eu sei que vocẽ me deseja desde a viagem de ação de graças e a Gisele não tá aqui, ninguém vai saber de nada.
Monny se aproxima e começa a alisar o corpo dele, não dava pra negar que ela era atraente e por mais que ele tentasse resistir a carne era fraca, os dois trocam beijos cinematográficos.
Gisele chega em casa mais cedo do que esperava, morta de cansada ouve o chuveiro e decide avisar ao marido que chegou, tira seus saltos, joga sua bolsa e vai subindo as escadas, quando ouve o barulho monny sai de baixo do chuveiro correndo e pega as roupas pelo chão,
- Melocoton, amor cheguei a matéria ficou ótima.
 Gisele entrou no quarto e foi para o closet, Mikeias estava pálido embaixo do chuveiro, tudo poderia desmoronar se sua esposa descobrisse o que havia acontecido, nesse meio tempo monny saiu do quarto e conseguiu se trancar no quarto dela, esboçando um sorriso ela pensou:
"Agora que eu já consegui o que queria com meu patrãozinho, vou continuar com o plano inicial, o trabalho me chama, afinal se eu não fizer isso logo o PL me manda de volta"
 Gi estava dentro do closet guardando algo enrolado em um pedaço de seda preta dentro de uma caixinha que após fechada escondeu novamente, depois disso tirou a roupa foi até o banheiro, deu um beijo em Mikeias e entrou embaixo do chuveiro com o marido, os dois tomaram banho juntinhos como se nada tivesse acontecido.

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Gabriella chega em casa sentindo uma forte dor na barriga vai pegar uma água na cozinha antes de finalmente repousar quando sente um pontada mais forte, agarra a barriga e grita de dor. O sangue já descia de suas pernas.

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Lizzia um pouco aliviada por ter se aproximado de Flávia tenta esquecer a dura conversa que terá com amiga para falar sobre Daniel mas a mensagem de Monny naquele dia mais cedo informando que só lhe restavam 10 dias para a compra da mansão andava lhe tirando o sono foi quando ouviu um barulho no notebook e foi checar, era um e-mail que abriu automaticamente e dizia:
"Espero que ajude!" e as iniciais R.B sobre a imagem de uma vespa. O e-mail continha um link e quando Lizzia clicou veio a surpresa alguém tinha depositado em sua conta um valor que apesar de não ser o exato para comprar uma mansão, daria pra comprar um apartamento para Monny.


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Flávia não conseguia esquecer o que vira no apartamento da melhor amiga, logo quando ela pensou ter acertado a amizade das duas, logo quando ela tinha encontrado alguém com quem estava disposta a dividir o verdadeiro amor. Ela não conseguia entender a traição e a imagem do colar do Daniel largado na mesa do apartamento de Lizzia, o colar que ele nunca tirava, que era presente do seu 'capitão' e que fazia tudo ter sentido. Lizzia desde o incidente afastada, Daniel agindo cada vez mais estranho. Mas por quê eles fariam isso com ela? Por quê magoar alguém que até então pregavam amar tanto? Perguntas que nem ela em anos de experiência psicológica conseguia responder e as imagens do cinismo dos dois iam se alternando com o vaso de remédios, o último que ela mantinha guardado em um livro falso e que Daniel não tinha recolhido.
Ela abre a tampa e a dúvida, o desespero e o sofrimento brigam pela dominação da sua mente.

------CONTINUA------

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